Zumbido

Hoje vamos falar sobre um assunto que ainda não possui muitas publicações dentro da pesquisa cientifica osteopática: o zumbido. Existem muitos tipos diferentes de zumbido com causas específicos e outros inespecíficos. Nesse texto vamos focar sobre as hipóteses osteopáticas que podem estar relacionadas à essa queixa.

Podemos iniciar dizendo que o zumbido tem a ver com o sistema auditivo, e para isso um bom começo é pensar no osso temporal que o abriga. Além disso devemos considerar o oitavo par craniano, o nervo vestíbulo-coclear, responsável pela condução neural auditiva.Ao considerar o sistema auditivo precisamos lembrar que além da inervação existe uma irrigação arterial e drenagem venosa/linfática. Portanto considerar a carótida interna e artéria vertebral é fundamental. Além disso precisamos entender o sistema de drenagem do ouvido e crânio.

Voltando ao osso temporal, ao analisar a quantidade de conexões articulares, ósseas, musculares, membranosas e fasciais, dentre outras, que ele apresenta podemos ter ideia da dimensão de sua abordagem no contexto osteopático. Ao se considerar o sistema arterial é preciso pensar no sistema nervoso autônomo e no trajeto dessas artérias. Em relação aos sistemas de drenagem é preciso focar também em seu trajeto para que possa estar livre para o fluxo dos líquidos até o coração.

Ainda dentro da prática osteopática é preciso considerar outras questões como: estresse, alimentação, tipo de trabalho e outros fatores ambientais que possam estar participando da gênese e manutenção do zumbido. Por fim o tratamento osteopático, ainda que pouco explorado em pesquisas, pode ser uma alternativa para essa queixa que é cada vez mais frequente no consultório.

Particularmente acredito que os zumbidos que possuam associação com movimento da cervical ou da articulação temporomandibular possam ser mais responsivos ao tratamento osteopático.