Renan Pivetta - Osteopatia Indaiatuba / Artigos  / TENDINITE: Abordagem osteopática

TENDINITE: Abordagem osteopática

As disfunções tendíneas são muito comuns principalmente em atletas e praticantes de atividade física, porém são largamente encontradas na população geral também. ⁣

Geralmente causam limitação das atividades por causa da dor e tendem a ser bastante persistentes ao tratamento.⁣

Se considerarmos a anatomia do tendão iremos perceber que há pouca vascularização em sua estrutura, o que em parte justifica a lentidão do processo de recuperação. Como qualquer tecido de nosso corpo o tendão apresenta o seu metabolismo e a sua regulação, quando esse equilíbrio é quebrado surgem as disfunções teciduais com possivelmente limitações e dor.⁣

Essa quebra de equilíbrio pode vim de diversas formas, como:⁣

– Mecânica: esforços que ultrapassem a capacidade de carga/volume do tendão podem gerar lesões. A falta de estímulo é prejudicial também.⁣
– Metabólica: problemas como a síndrome metabólica e o diabetes mellitus tendem a fragilizar a estrutura e metabolismo dos tendões.⁣
– Nutricional: a falta de determinados nutrientes, assim como a presença de antialimentos, podem favorecer tanto a recuperação quanto a degeneração tendíneas, respectivamente.⁣
– SNA: possivelmente desbalanços do SNA podem favorecer respostas patológicas nos tendões e atrapalhar a recuperação tecidual.⁣
– Mista: pode resultar da combinação dessas citadas e outras, é a mais comum.⁣


Levando isso em consideração e a globalidade de visão osteopática é preciso considerar todas essas facetas e possibilidades tanto para instalação quanto para a recuperação dos problemas tendíneos. É preciso ir muito além do aspecto biomecânico e compreender o paciente como um todo. O tratamento visa restaurar, ou ao menos, devolver o organismo do paciente aos seus níveis ótimos de funcionalidade para que o tecido possa se recuperar. Além disso pode ser necessário realizar ajustes na rotina do paciente, tanto esportiva quando laboral, e nos hábitos de vida.