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Raciocínio osteopático no tratamento visceral

Esse é um tema bastante discutido dentro da prática osteopática e vamos mostrar como é o pensamento da osteopatia para gerar uma abordagem visceral. Primeiramente devemos lembrar que nos baseamos em ciências básicas como embriologia, anatomia e fisiologia humanas. A partir disso surgem as possibilidades de intervenção osteopática que, naturalmente devem ser testas cientificamente.⁣

Falando sobre o tratamento osteopático visceral observamos algumas questões como:⁣

1 – Quais são as relações anatômicas da víscera em questão? Para isso se estudam possíveis influências que a víscera possa estar recebendo de outras estruturas, como tensões, compressões etc.⁣

2 – Qual é o controle neurovegetativo (SNA) desse órgão? A partir do conhecimento da anatomia neurológica e de suas vias pretende-se atuar de forma reflexa sobre o crânio coluna vertebral e pelve, onde se localizam o SNA. É possível atuar diretamente sobre os plexos viscerais também. Influenciando o controle de importantes funções do órgão.⁣

3 – Qual é e de onde vem o aporte vascular (arterial, venoso e linfático) da víscera? Estuda-se os trajetos vasculares e possíveis pontos de tensão anormal que possam estar prejudicando a função desse sistema.⁣

4 – Como é a dinâmica dessa víscera? Nesse ponto estuda-se a mobilidade visceral, seja ela relacionada a estruturas parietais ou viscerais. Um bom exemplo é o estudo da mobilidade visceral em relação às excursões diafragmáticas.⁣

5 – Como está víscera se comporta à palpação? Examina-se a presença de pontos dolorosos sobre a área de determinada víscera e indicar uma possível disfunção visceral e indicar uma abordagem direta sobre ela.⁣

Por fim é preciso destacar que esse tipo de intervenção só ocorre quando há uma boa triagem e exclusão de patologias médicas. É possível que as disfunções viscerais estejam por trás de algumas dores musculoesqueléticas, problemas propriamente viscerais e até mesmo acompanhem algumas sensações emocionais.