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DOR CERVICAL: Ciclo natural

Um dos conceitos da osteopatia é o que Dr. Still denominava de “princípio da autocura”, sendo que a mensagem dessas palavras é de que o corpo, desde que com condições adequadas, é capaz de se recuperar das doenças por conta de suas próprias forças naturais. Esse termo nos dias de hoje pode ser análogo ao que conhecemos como “ciclo natural da doença”, que diz respeito ao período de instalação de uma patologia e a sua regressão, sem que necessite de intervenção externa, ou seja, o corpo se recupera do problema por meio de sua própria força. ⁣

Quando o assunto é dor cervical ou cervicobraquialgia é sabido que existe uma grande proporção de pacientes que melhoram dentro de um espaço de tempo, ou seja, a atuação dos sistemas corporais faz com que a cura exista ao longo de um dado período. E esse é um dos motivos que vemos cada vez mais e com bases muito sólidas que intervenções cirúrgicas estão sendo descartadas e o tratamento conservador vem ganhando espaço. Sendo que o fenômeno por trás disso, em grande parte dos casos, é o curso natural da doença. No qual é melhor esperar algum tempo passar antes de considerar uma abordagem invasiva como a cirurgia, sendo que nesse tempo a fisioterapia se torna fundamental. ⁣

Quando falamos de dores agudas ou novos episódios de dor cervical a tendência é que dentro de 6 semanas as dores aliviem de maneira significativa para uma boa parcela dos pacientes e, quando existe irradiação para os braços, o período pode se estender entre 3 a 6 meses. Mas o que isso pode me ajudar na clínica?!⁣

Clinicamente devemos considerar o período que o corpo se recupera como uma base para entendermos as vezes a resposta que consideramos lenta em alguns pacientes, mas mais do que isso, compreender que muitas vezes não há a necessidade de um grande volume de tratamentos e sim de consultas pontuais e boas orientações para que o corpo realize o seu trabalho ao longo do tempo de recuperação do paciente. ⁣

Nesse modelo é fundamental a participação do fisioterapeuta como educador, o qual deve orientar e dar suporte para que o paciente possa manter sua vida o mais próximo possível do que era antes da crise.