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Disfunção somática

Um dos guias de diagnóstico e tratamento da prática osteopática é a disfunção somática. Ela é definida como: “…função prejudicada ou alterada dos componentes relacionados ao corpo: esqueléticos, articulares, miofasciais e seus elementos vasculares, linfáticos e nervosos…”. É por meio da palpação que se diagnostica as disfunções somáticas e elas são tratáveis utilizando o tratamento manipulativo osteopático.

Acredita-se que o acúmulo de disfunções somáticas acarreta num incremento da carga alostática submetida ao corpo. Exigindo desta forma demandas de adaptação e aumentando o gasto energético corporal. Isso ocorreria por serem características e/ou efeitos da disfunção somática as alterações de mobilidade tecidual, desequilíbrios do sistema nervoso, diminuição de performance circulatória local, alteração dos mecanismos relacionados à nocicepção e outros fatores.

Os resultados desse processo estariam ligados a desequilíbrios da biomecânica articular, recrutamento muscular alterado, perturbação do metabolismo tecidual e quebra da homeostase de outros sistemas como: visceral, imune, endócrino, etc. Além disso facilitaria o desenvolvimento e a manutenção de quadros inflamatórios e estaria relacionada a uma certa ineficiência do sistema de analgesia corporal.

Por fim, sabemos atualmente que a identificação da disfunção somática é um dos componentes chaves do tratamento osteopático e que deve ser somada aos princípios da osteopatia pautados no diagnóstico integral do paciente, observando sempre o meio ambiente em que vive e identificando outros possíveis perturbadores do equilíbrio corporal que possam estar associados ao surgimento das doenças e dos sintomas relatados nas consultas.