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ABORDAGEM OSTEOPÁTICA do sistema nervoso autônomo

O sistema nervoso autônomo (SNA) é extremamente importante para que nosso corpo funcione bem, ele é responsável por manter diversas funções e criar adaptações que são fundamentais para nossa sobrevivência e equilíbrio. Didaticamente o SNA é dividido em simpático, parassimpático e entérico, o primeiro relacionado a situações que envolvam estresse ou de “luta ou fuga”, já o segundo está ligado à conservação de energia e recuperação corporal e por fim o terceiro relaciona-se principalmente com o trato gastrointestinal.⁣

Atualmente vemos muitos estudos associando diversas patologias à desregulação do SNA, elas vão desde problemas digestivos, passando por doenças como diabetes ou artrite reumática até a um aumento do risco de morte por doença cardíaca. Dentre essas publicações tem ganhado cada vez mais espaço as relacionadas às dores crônicas, sejam elas multifocais ou em casos mais específicos como das enxaquecas, dor cervical ou lombar. Fato é que, desde há muito tempo, é dada a devida importância ao SNA dentro dos princípios e práticas da osteopatia. Mas como um osteopata trabalha para atuar no SNA de seus pacientes?!⁣

Basicamente é preciso identificar como está o funcionamento do SNA no paciente em questão, para isso existem testes específicos e/ou clínicos para nos auxiliar no diagnóstico da disfunção basal do paciente. Feito isso, o tratamento manipulativo osteopático (TMO) direcionado ao SNA visa, a partir de estímulos mecânicos periféricos, atingir os centros de regulação autonômica contidos principalmente no sistema nervoso central. Um bom exemplo é o efeito das manipulações e mobilizações articulares e/ou musculares nas respostas autonômicas. Já as manipulações viscerais ou cranianas, possivelmente apresentam um potencial de estimulação do sistema nervoso autônomo parassimpático. Uma terceira via seria o tratamento do sistema cardiorrespiratória, que atuaria no balanço autonômico por meio das excursões respiratórias (inspiração e expiração), verificada pela chamada arritmia sinusal respiratória.

Ainda dentro dos conceitos osteopáticos, a modulação autonômica pode ser encontrada durante a orientação e prática de exercícios físicos. Por orientações de rotina diária, o excesso de exposição à luz é um bom exemplo disso… Enfim são muitas as possibilidades e vias para atuar no SNA. O que no fundo precisamos saber é no que a disautonomia que o paciente apresenta tem a ver com seus sintomas e até onde queremos chegar com cada paciente em relação à modulação desse importante sistema. Para isso é necessário um profissional que conheça afundo esse assunto!