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Abordagem osteopática do QUADRIL

A articulação coxofemoral, mais conhecida como quadril, é de anatomia complexa. Composta pela cabeça femoral que se encaixa no acetábulo que apresenta em sua borda o lábrum, cuja função é aumentar a profundidade do encaixe articular e, desta forma, colaborar para a estabilização da articulação. Além disso a estabilidade articular é reforçada por uma série de músculos e ligamentos.⁣

As patologias que mais encontro no consultório quando o assunto é a articulação coxofemoral são sem dúvidas as crônicas com características bastante marcantes e componente mecânico bem evidente. São resultado geralmente de microtraumatismos de repetição, que na maior parte das vezes não tem nada a ver com o impacto em si. Geralmente são a apresentação final de desbalanços da mobilidade articular, coordenação e performance muscular. Além disso muitas vezes o relato comum ser o sedentarismo e hábitos de vida incompatíveis com nossa biologia.⁣

Pois bem, a queixa mais comum relacionada a essa articulação são as dores na região da virilha, em seguida na face lateral do quadril e menos frequente na região glútea e anterior da coxa. E a grande questão é, como fazer o tratamento?!⁣

Durante a avaliação é preciso primeiramente observar se as dores não são referidas de outras regiões como: transição toracolombar, coluna lombar e lombo-sacra, dores referidas musculares ou viscerais, sendo a segunda principalmente de vísceras pélvicas.⁣

Do ponto de vista osteopático a articulação coxofemoral recebe influência importante das cadeias lesionais ascendentes, com isso o pé se torna uma região importante de análise. Além disso arco-reflexos patológicos da musculatura podem estar relacionados às vísceras, pela via víscero-somática, que estaria ligado a uma queda de performance muscular por alterações do sistema nervoso central e autonômico. É possível que haja alterações neurofisiológicas com origem nos elementos da coluna lombar e lombo-sacra, nesse caso além da alteração muscular, poderiam estar associadas a um aumento da sensibilidade articular aos estímulos, com diminuição da tolerância à dor.⁣

Enfim, vou finalizar por aqui, mas ainda há muito o que se falar sobre osteopatia e coxofemoral, teríamos que entender a circulação arterial, venosa e linfática, como desordens metabólicas podem estar associadas a doença articular degenerativa. Esse foi um texto breve com um pouco de enfoque em fisiologia, porém ainda falta considerar fatores sociais e emocionais, hábitos de vida, tudo isso participa de forma única em cada caso. Mas é melhor deixar esse monte de coisa para o consultório, na hora “H” a arte é conseguir analisar o todo e tomar uma boa decisão de tratamento clínico.